terça-feira, 14 de julho de 2009

DIA DO ROCK

A INVOLUÇÃO DO ROCK: SEGUINDO A MÁXIMA DA VELHICE
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A máxima da velhice é que quando se é criança se quer ser adulto. Quando a gente era menino uma das coisas mais bacanas era notar que tinha cabelo no bilau. Ou no sovaco. Depois, é ver o primeiro fio de gala descendo do pinto. Maravilha! É o momento de colocar pra dentro. E assim, a maioria dos adolescentes querem ser vistos como adultos, ou querem ficar velhos logo, por isso ta na moda que o lance é a menina dar logo a precheca, por que virgem é criança.


O problema é que depois que a gente vai ficando velho a vontade é de voltar a ser adolescente e, enfim, ser criança de novo. Isto por que as responsabilidades e um monte de coisa acumuladas no tempo pesam sobre a cabeça.


E é engraçado que quando a pessoa fica velha realmente volta a ser criança. Caga na roupa, fica frágil, precisa de auxilio, dependendo da vejetatividade ate a comida tem que ser papinha na boca.


Pois é, alguns momentos para o rock foram eternos. Digo aqueles momentos onde bases fundamentais foram lançadas para a construção do que hoje se chama universo do rock, com todas as suas vertentes e contradições.


Ele começou de modo simples e depois que cresceu e tomou idade adulta quer voltar a ser criança. É o que vejo na evolução contrária do rock.


Sair do Blues e Negro Espiritual para a virtuosidade e tecnologia que se tem hoje seria o mesmo que comparar um cuneiforme com um lap top, digo em termos de vantagens e felicidade que isso traz, mas no caso do rock a comparação não é a mesma.


A comparação não é a mesma por que ninguém vai largar um Note Book para voltar a escrever com estilete de bambo em prato de argila, mas no caso do rock, é isso que vem acontecendo.


Comprei um celular novo por que o meu não prestava pra porra nenhuma mais, daí vem uma pasta inserida de MP3, adivinhem de quem? Malu Magalhães, a coqueluche criada na teia digital e depois lançada como uma revelação do Folk. Peraí? Revelação de quê? Do Folk? O que tem para ser revelado no Folk? Fui ouvir, tenho que ouvir! Pensei. Resultado: desastre para o meu tempo.


Noite passada fui assistir o filme Watchmen e fiquei encantado com a abertura do filme que é uma música do Bob Dylan no formato mais Dylan mesmo. Não tem como comparar o Folk de lá com o de hoje não.Agora, após décadas de experimentações em cima de Dylan e Van Morrison isso é a revelação.


O Folk rock como o Blues tradicional é música simples, de acordes simples, batidos quase que em mesma seqüência, mas da idade da pedra até aqui, com tudo o que se tem de plug ins, instrumentos bem pensados, tais como guitarras midis, pedais com multiefeitos, softwares e bagulho de montão vindo de todo lado do mundo, o que está acontecendo é que o rock está voltando. As revelação do maldito Indie Rock são releituras cansativas e fajutas daquilo que já era para ter progredido a muito tempo para uma sustentação mais solidificada.


Mas uma coisa existe de bom na involução do rock, é que é melhor aquelas bandas que tentam fazer a coisa de modo tradicional do que ficar inventando coisa nova. Quando isso acontece, sempre se vê bosta pela frente.


Incrível como tem um monte de caras que consegue imitar Petrucci, Van Halen, Esteve Vai, entre outros, mas não pegam Hendrix na corrida nem a pau. É impressionante como os caras saem de conservatórios tocando pra caralho, mas não conseguem exprimir o pouquinho que Dylan fazia em três acordes. Lamento.


Ontem o rock ficou mais velho, e cada vez que acontece isso parece estar caducando, querendo ser criança. O rock não morreu, mas já ta bem velhinho caducando e cagando na roupa. Vamos ficar assim então. Melhor do que inventar um monte de coisa é ficar fazendo o que já se fez com bom gosto. Eu prefiro, não sei você.

Um comentário:

cyberogan disse...

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