segunda-feira, 13 de julho de 2009

O TESTE DO OLHO INTOLERANTE

SABE AQUELA NEGRINHA QUE TRABALHA CARREGANDO O FILHO OBESO, ANÊMICO E CHEIO DE MALCRIAÇÕES DA MADAME...?
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Dias estava indo à feira, eu comer paçoca e a Renata comer pastel e algumas cenas me impeliram a conjectura algumas situações visuais.

É que a feira como ajunta muita gente acaba-se vendo de tudo, sendo que os paradoxos são os mais curiosos para quem tem senso crítico acirrado.

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Na entrada da Feira.

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Esse dia era o dia de conscientização e luta contra o trabalho infantil, daí, forças do Ministério do Trabalho, da Justiça e da Juventude, estavam pafletando na entrada da feira. Tudo muito bonitinho, só que, o motivo da feira é que lá crianças e adolescentes ajudam os pais na labuta. Pode-se ver eles junto as bancas de frutas, de verduras e comidas rápidas (pasteis, pamonhas e bolinhos).


Tinha um cara do Jornal do meio dia filmando um garoto que passava com um carrinho de mão cruzando o corredor. Imaginei logo no dia seguinte como seria a matéria.


Agora vem o destroço.


A merda, porém, é que, quando eu peguei o panfleto não havia telefone, emeio, ou qualquer outro tipo de informação que levasse a uma denuncia rápida. O próprio povo que entregava panfleto quando foram indagados pela gente a respeito ficaram procurando frente e verso no panfleto e nada. “Puxa! Verdade, não tem!”. Sabe por que não tinha? Por que era apenas para cumprir protocolo. Secretárias responsáveis pela limpeza desta sujeira querendo mostrar que estavam mobilizadas, isto por que era o dia da coisa e tal.


Segundo, quando os agentes foram questionados a respeito de uma madame que anda com sua “mucamba mirim” carregando o seu filho anêmico e obeso de tanta porcaria com corante e gorduras que rico dá pra infeliz criança achando que é isso que a faz feliz, eles ficaram perplexo, alias, sorriam de canto de lábios como que dizendo:


“Seus idiotas, vocês não entendem! Criança negra que é arrancada da família do interior, pobre e que recebe as sobras das compras dos patrões, não é escrava é assistida. Eles estão fazendo um favor em colocar a criança de dez a dezessete ano para trabalhar”.


Enquanto a Justiça, o MT e a Secretária da Juventude acusavam as crianças de roupas grosseiras e de pele suja que ajudam os pais na feira a estarem subjugadas a uma condição de escravidão, as madames passeavam livremente na feira com uma criança que vive longe da família e tem que em situação de vida militar, digo, presa a um cárcere onde não pode correr com os pés no chão e nem fazer o que quer a hora que quer, pois, tem ocupações demais ao longo do dia para se distrair.


Paradoxo no centro da feira.


Então. Tem ainda aquela historia daquela família que a Prefeitura, o Estado e toda a laia do Governo nesta cidade deveriam assistir, mas passam de largo quando vêem. É o caso do velho cego sofoneiro que junto com a família acumula moedas para a compra do mês. As crianças dele estão ali e podem ser acusadas de trabalho escravo ou de descaso da política publica nojenta e vagabunda?


Voltando ao caso das crianças negras que trabalham para famílias de classe media e alta, se você não tinha olho clinico faça o teste do Intolerante agora.


Passo 1:


Seja observador nos lugares de aglomerados de pessoas você vai perceber a seguinte cena: O homem e a esposa andam na frente e uma criança ou adolescente cuida dos seus filhos cheios de mimos mal criados.


Passo 2:


A criança que carrega o menino mal educado, obeso, anêmico e cheio de malcriações é sempre negra. Coincidência né? É sempre negra!


Passo 3


Esta criança nunca se parece nada com os pais da criança o que deve caracterizar emprego. De preferência, como foi citado acima, emprego assistencial, onde a criança trabalha para que a família que mora no vilarejo perto da fazendo do escroto recebe merrecas de ajudas ao fim de cada viajem mensal para verificar se os gados estão gordos na fazenda.


O Tocotins é um dos Estados com o índice de trabalho escravo mais fodido do País. Mas este trabalho escravo que consideram é dos que trabalham em carvoarias, canaviais ou presos em fazendas sem poder sair. Este que a criança fica ate mais de meia noite na rua cuidando dos filhos dos cachorros burgueses para que eles encham o buxo de cachaça e façam piadas de pobres e negros não é não.


A menina que vende cheiro verde com a sua mãe na feira pode estar sendo submetida a uma situação de trabalho escravo, contudo, ela volta para casa e dorme com a família, enquanto que a negrinha mucamba da madame se recolhe em seu quartinho tipo dispensa dentro da mansão e dorme longe da família, suspirando mais uma noite que seja, para esquecer o peso daquele leitãozinho que carrega todo dia e torcendo, para que o patrão não levante na madrugada e a vá visitar na dispensa onde dorme, visto que, diante da mulher cheia de creme pelo corpo mole e sem sal, a negrinha de carne dura e bem temperada em muitos destes casos passa de mucamba que é pelo dia para prostituta de elite à noite.

3 comentários:

Reilustrando disse...

o trabalho escravo infantil por parte da classe media e alta da capital do Tocantins tem que ser denunciada!!! Dê um jeito de descobrir o nome, endereços e DENUNCIEeee a elite que utiliza menores pobres e negras do interior como empregadas domesticas, trabalhando até altas horas, finais de semana e feriados em funções pesadas e humilhantes...

www.mte.gov.br

Ithalo disse...

texto intolerante, para situações intolerantes.

FERNANDO disse...

MAGOO

ESSA MEIA DUZIA QUE ESTAO NO PODER
FAZEM UMA MERDA QUE JA NAO TEM MAIS CONTROLE...VAMOS SER CADA DIA MAIS INTOLERANTES COM ESSA MERDA AI

BOM ARTIGO...VAMOS VIVER A AUTONOMIA EM REVOLTA CONTRA ESSES BANDOS DE COVARDES, E HIPOCRITAS
QUE MASCARAM COISAS COMO ESSAS

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