segunda-feira, 17 de novembro de 2008

COMPLETE A HISTÓRIA ABAIXO


Se você tem talento para escrever não perca essa. Dou inicio este mês a um concurso onde o leitor da REVISTA INTOLERANTE pode participar concluindo a história. No momento sem título, pois será escolhido pelos próprios leitores. Complete a história que começa abaixo, envie para o emeil:

revistaintolerante@gmail.com


HISTORIA TEMPORARIAMENTE SEM TÍTULO.

Achava que tudo seria fácil. Como compreender a metafísica, a filosofia, a quântica e a astronomia, não era. A arte de amar e ser amado é bem mais complexa do que dominar as ciências sistemáticas do universo.

Ele achava que o sentido da vida estava em compreender e aceitar as coisas simples da vida, de fato, Candido o otimista, demonstrou com eficácia que após tantas viagens e buscas por Eldorado a conquista da felicidade estava em seu pequeno jardim, tal como o homem em busca da ilha desconhecida acabou encontrando nos cuidados da louca mulher que cuidava de seu barco o que procurava. Mas para ele, por mais crença que tenha depositado nisso, não parecia tão fácil.

Deixou-se enveredar pelas aventuras sentimentais mais conservadoras e mundanas possíveis na procura da compreensão, a ponto de querer ser amado por putas e mulheres de comportamentos levianos. Que importa? Ele precisava ser amado. Pagava bem para que elas, na hora da consumação, pronunciassem frases do tipo: “Ah, como eu te amo!” “Jamais amei alguém assim antes!”.

Todos os conhecimentos acumulados lhe serviam de torturas em saber que de nada adiantaria. Todos vamos morrer! E então? Para que tanto conhecimento se eles não lhe conduziam ao que queria?

Estava disposto a abandonar todas as ciências, vender a alma, tal como Fausto, ou mesmo vestir-se de plebeu e conviver no submundo do senso comum a fim de ser aceito, mas nada.

E quando o tempo ficava cinza. E quando ameaça chover, nem seus papiros, carvões de rabiscos, leituras e música confortavam seu coração, precisava de mais, precisava de calor sincero; de amor.

Destinado a percorrer a busca da felicidade que acreditava estar nos tratos de uma mulher que conseguisse o amar incondicionalmente seguiu a percorrer na estrada das experiências insólitas.

Segunda Feira de outono.

Amanheceu e olhou o seu jardim. Um clima ameno. Um tempo bucólico lhe fez pensar a respeito disso tudo, então, de posse de uma tesoura de jardineiro despedaçou o seu jardim. Pisou as flores. Deixou em pedaços a arte que a natureza produziu em seu quintal.

Decidiu mudar. Ser diferente. Não mais buscar nada. Estava muito cansado, farto, entediado com tanta filosofia e tantas mentiras em nome do amor.
Entrou novamente para seu paupérrimo quarto no fundo de uma casa alugada, trouxe para fora todos os livros e qualquer coisa que lembrasse filosofia, poesia e música, juntou ao canteiro esmigalhado e ateou fogo. Junto, uma copia da pintura de Monnet a quem tanto amava pelo expressionismo da vida em cores bem pinceladas. Só intimidou-se, entre tudo, de dar fim a uma coisa, algo que para ele não merecia o fogo da sua decepção com o espírito humano, algo que para ele poderia lhe servir de afago durante sua nova empreitada.

Falou com a velha dona do condômino onde repousava sua cabeça. Abriu sua mochila e contou algumas notas amassadas e pagou o mês atrasado. Junto, a chave do cubículo.

O senhor não me parece bem hoje! Indagou a velha.
- Ao contrário, nunca me senti tão bem na vida!
- E para onde vai?
- Não sei ainda. Por enquanto não quero saber.
- É coisa ligada a sentimento não é?
- É coisa ligada a tudo o que todos nós buscamos. De uma ou de outra forma.
- Bem, como o senhor é homem sabido não quero me entremeter nessas coisas de gente inteligente, apenas desejo boa sorte no que procura.
- Obrigado e me desculpe as inconveniências e a bagunça que fiz em meu jardim. Garanto que não há nada com que se ocupar do trabalho que empreguei nisto.
- Que é isso senhor. Para mim foi de muito proveito vê-lo falar e explicar sobre coisas que nunca tinha antes ouvido...Mas, agora me lembrei, antes que esqueça, na caixa do correio achei uma carta para o senhor. Espere, vou buscar.
Nisto, antes que a velha voltasse, lhe virou as costas sem querer saber do negocio e saiu.

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