quarta-feira, 8 de outubro de 2008

EDITORIAL: HANNIBAL: ELES QUEREM COMER A SUA CARNE

Eu já comi carne de jacaré. Sua carne branca, mesmo depois de assada, tem gosto de filé de frango. Já comi camaleão, cobra, passarinho, rã, macaco, preguiça (não queiram nunca ver como uma preguiça é morta para depois ser feito um guisado a fim de satisfazer os caprichos dos predadores) e carne de jabá, mas o porco, este tem um sabor especial, diferente e saboroso.

Religiosamente o porco é o animal repudiado pela culinária judia e condenado pela bíblia por ser um animal imundo. Jesus chegou mesmo a mandar uma legião de demônios para uma manada de porcos, expulsos de um cidadão da cidade de Gadara, a pedido dos mesmos.

Contudo, boa parte das religiões protestantes adoram saborear sua carne, assegurando que a lei que condenava os porcos era uma lei dos Judeus e não ocidental, também, que era uma ordenança do Velho Testamento, e que, no plano da nova divindade – Cristo – não fazia sentido seguir as velhas ordenanças. A Igreja Adventista do Sétimo Dia, por ter um principio rigoroso no tocante a culinária, ainda ostenta as velhas ordenanças, por considerar o porco de fato um animal imundo.

Deixando de lado o que pensa a religião e considerando as questões práticas, um bom estudo sobre o uso da carne de porco pode mostrar o quanto sua carne é maléfica ao ser humano. Para fazer salames e presuntos é preciso deixar que a carne apodreça amarradas em lugares que suscitem o sabor da putrefação de um cadáver, e então, quando a carne assumir o gosto de podridão excessiva, estão prontos os salaminhos para serem saboreados com vinhos caros nas rodas de burgueses intelectuais ou simplesmente glutões.

Mas que gosto a carne de porco tem? Seu sabor segundo estudos acirrados se assemelha a carne humana. Sério mesmo, dizem que a carne humana se servida em um jantar galanteoso – como no filme Dragão Vermelho – todos saboreiam se perguntando: “nossa que prato maravilhoso, que carne é essa?”.

Eu, Hannibal, servia a carne de artistas em jantares “cults”, para intelectuais arrogantes e pobres miseráveis que achavam que sabiam de tudo e depois me deleitava ao dar respostas inteligentes para satisfazer o ego dos malditos culturalizados.

Mas, a questão levantada este mês na REVISTA INTOLERANTE é também de ordem canibalesca. É sobre esses malditos canibais do comercio que sacaneiam os clientes sem nenhum pudor.

Tomados pela ânsia de satisfazer suas famigeradas necessidades de agredir, ou desabafar suas lastimas, eles dividem pela cidade os pedaços do nosso corpo. Não adianta, aonde você for eles iram querer comer a sua carne, beber o seu sangue, usar a sua pele como tapete para enfeitar as suas salas e, por fim, colocar sua cabeça como troféu pertinho do cofre atrás do quadro de mal gosto que está abarrotado do nosso dinheiro.

São atendentes, gerentes, donos e qualquer tipo de individuo relacionado ao comercio de Palmito City que suscitam o nosso desprazer e ódio pelo atendimento deste lugar.

Porra, para a puta que pariu! Quantas vezes a gente é feito de palhaço e sai como idiota de uma situação achando que é o único sacaneado.

“Merda, por que aceitei isso calado? Droga, devia ter metido a porrada naquele filho da puta!”

E ai vai o desfecho de palavrões contra o vento.

É hora de seguir a receita de Hannibal Lecter e começar a tira onda com esse comercio safado desta cidade. Se quiserem uma carne com o gosto da nossa, não comerão, nem vão nos expor ao ridículo sem que antes a REVISTA INTOLERANTE acuse cabalmente suas patifarias.

Vamos servir carne de porco para eles, quer dizer, com gosto de carne humana, mas com os vermes e maledicências que os levaram a serem vitimados pela sua gula.

Hannibal Lecter!

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