sexta-feira, 1 de agosto de 2008

REVISTA INTOLERANTE

EDITORIAL: DR. SPOK

Viajando pelo universo e estudando os planetas, encontrei um de valor particular chamado Palmito City. Neste planeta, não obstante o calor do sol, se o cara morre de fome, mas pelo menos paga pau pra todo mundo ele é feliz, respeitado e namora aquela menina que seus amigos, que não pegam ninguém, ficam todos loucos.
Esse é o planeta perfeito para quem quer fazer música, especialmente o tal do rock, quer dizer o quase velho rock, porque apesar de o planeta ser o mais novo do universo e ter todo tipo de alienígena a única coisa que sabe fazer bem é não fazer porcaria nenhuma, alias, me permitam corrigir os termos, porcaria nenhuma não, porcaria apenas, por que nenhuma seria valorizar o mínimo, sendo que, nem o mínimo se fazem por lá.
E por quê? Porque esse planeta tem 3 deuses que escravizam seus habitantes:

1 - O pai egolátrico

O mais gozado do tal Palmito é o bando de analfabeto em cultura musical que acham que fazem alguma coisa de interessante, sendo que, não fazem porra nenhuma. O lugar é do tamanho de uma Dog Vile, contudo, tem mais senhores feudais do que plebeus. Quando tem alguma coisa que de fato se parece com arte de verdade, todo mundo se assenta a sombra do seu ego cada um achando que conhece mais do que o outro. É como aquele cidadão que conhece uma só música clássica, mas quando se pergunta para ele o que ele ouve, logo diz que é amante de clássico, porém, a única coisa que conhece é a merda daquela sinfonia que todo mundo tem como chamada do celular.

2 - O filho Nazismo

Ostentação. Eis a palavra adequada para definir o tal cenário alternativo de Palmito City. O que eu ainda não consegui entender até hoje é a diferença entre o movimento que se chama independente e a cultura regional. Por que se no movimento chamado “cultural” alguém tem que fazer música falando da fruta da região, do rio dos lugares e das características da região, entre outras coisas que remetem a identidade local para simplesmente participar de um festival e levar
uma groja boa, no cenário admitido como alternativo ou independente a máxima é a mesma.
Lá, em Palmito City, ou você faz a música que os Fuhrers querem, ou você vai para a câmara de gás. Uma contradição com o lugar, pois, Palmito City conta com os melhores espaços vazios de todo o universo, ou seja, praças, feiras, parques e bares, o que já seria suficiente para destronar os filhos de Hitler do poder.
Ah, mas lá, por alguém achar que faz algo melhor do que o outro, as praças continuaram vazias.
O lugar é mais ou menos como aqueles mostrados em filmes alienígenas, tipo o planeta dos macacos, lembra? Em que o imperador dita e os vassalos obedecem, caso contrário, “A punição será maligna, ha, ha, ha, ha, ha”.
A arte boa é aquela que os “anciões do front” definem ser boa ou não, e, para que você vomite de vez com as noticias da nave estelar, até aqueles indivíduos que sabem fazer alguma coisa boa como, boas letras de música, boa música, por exemplo, se dão ao fracasso de adulterarem suas próprias capacidades em função de agradar aqueles que não sabem nada, mas pelo fato de serem exatamente fracassados e incapazes de fazer alguma coisa, impõem aos poetas retardatários o que devem fazer. É, eu sei, você está pensando, caramba! Já vi burro se fazer de inteligente, mas inteligente se fazer de burro, essa agonizou a alma!

3 - O espírito da ignorância

Você ainda tem estomago? Então segura essa. Palmito City é um lugar agradavel e hospitaleiro. Faz concursos para aquele idiota que se formou, mas não conseguiu nem emprego de lavador de pratos aonde vivia e foi correndo pra lá, por que alguém disse para ele que o povo que vivia lá era tão ignorante que não conseguia nem responder uma provinha de ensino fundamental.
Até ai tudo bem, mas o burro ignorante depois que chega lá se acha no direito de ser o maioral, o dono da razão, em outras palavras, o pobre infeliz que vivia na merda onde morava, agora conta piada sobre diferenças locais, e o “besta” que veio lá da outra terra ainda sorri da sacaniação que os outros fazem a seu respeito.
É, eu sei que isso parece estória de carochinha, mas né não, esse lugar existe mesmo.
Mas Palmito City é um lugar com muita coisa boa e que merecem atenção especial, quanto ao resto, importa que sejamos INTOLERANTE!
Nota: As idéias deste artigo são de total responsabilidade do Dr. Spok.

Um comentário:

Eurimarques disse...

e ai,Riva wood!!!muito boa mesmo!!!!

Seguidores

Revista Palmito City

Minha foto

Revista Intolerante é um blog tocantinenses que trata de cultura e ponto de vista. Sempre abrangendo os trabalhos de artistas marginais e emitindo ponto de vista de vários aspectos sociais.