terça-feira, 15 de outubro de 2013

SUJEIRA DESCARADA EM PALMITO CITY: O POVO, O LÍDER E O HOMEM ACIMA DE TODOS

Manifestantes em frente ao prédio da prefeitura de Palmas, na avenida JK (Foto: Elisangela Farias/G1 TO)

No fulgor das manifestações no Brasil, iniciadas por insatisfeitos com o aumento da tarifa nos transportes coletivos de São Paulo, Palmito City a fim de fazer moda, também fez um passeio pelo miolo da cidade como forma de manifestar sua insatisfação. O alvo principal? Ninguém! Era só um passeio mesmo! Os verdadeiros problemas relacionados ao transporte coletivo em Palmito City poderiam já ter sidos resolvidos se houvesse uma posição mais confrontável da população com a gestão.
O transporte coletivo de Palmito City é de uma empresa que tá nem ai pra essa gente, além do que, desde que o estado foi criado o mesmo dono nunca saiu debaixo das asas de qualquer gestor que passou por aqui. Foi ai que apareceu de outro planeta um ser mais estranho do mundo, com a vida legal contestada e prometendo fazer diferença no momento em que o povo não tinha a maldita “opção” na hora de votar. Pois bem, tanto Marcelo Lelis, Luana Ribeiro e Carlos Amastha prometiam implantar por aqui o modelo de transporte coletivo de Curitiba. Na derrocada eleitoral de Luana e Marcelo, erigiu a efígie do gringão já dono do mundo, inabalável e sem precisar de dinheiro para mais nada (segundo ele próprio gosta de afirmar). Foi ai que o povo pensou: “isso ai” “agora anda”.
Meio do primeiro ano de mandato do prefeito na cidade, a empresa Miracema colocou mais  ônibus velhos nas ruas, sugeriu aumento de passagens caso precisasse melhorar a frota, e o prefeito no melhor lugar para vender seu populismo, as redes sociais, manifestou-se acidamente dizendo que medidas estavam sendo tomadas em relação ao monopólio descarado da empresa de coletivos de Palmito City, e estava mesmo.
Como não bastasse não ter mudado nada, ter piorado as condições de transporte publico, protesto servirem de chacota e a cidade estar podre de lixo pela primeira má administração publica em relação ao recolhimento de lixo, o prefeito transferiu a prefeitura para um prédio na JK e juntamente algumas secretarias. Local, diga-se de passagem, inadequado por ser um pequeno lugar onde o estacionamento no dia a dia é impossível, abarrotado, acumulado e sem espaço, sim, com carros da prefeitura chegando e saindo tornou-se a passagem definitiva do purgatório para o inferno. Mas por que ali? Por que este prédio?
Foi quando eu estava trocando uns miúdos com um amigo meu e ele me disse que aquele prédio é do mesmo dono da empresa de transporte coletivo. Sim, como não bastasse deixar a poeira ir baixando devagarzinho e não fazer nada, o prefeito ainda demonstrou sua afetividade profunda pelo Toninho da Miracity alugando uns dos seus imóveis para ser o centro administrativo da cidade.

Tendo em vista o exposto acima, só me resta crer que o poder advindo do dono da Miraity é faraônico. Passo a desconfiar que, enquanto nos preocupamos com semideuses como prefeito e sua laia, o verdadeiro deus reina e coordena essa jogatina fedorenta donde todos os mandachuvas da cidade tiveram que beijar suas alparcas e ainda beijam. Sendo assim, é impossível acreditar que mudanças positivas virão desse contrato diabólico que pelo visto, ainda vai se perpetuar por muitos e muitos governos. Mas, isso é história que me contaram por aí.

Um comentário:

Revista Intolerante disse...

http://www.portalct.com.br/politica/2013/10/14/57487-amastha-recua-e-desiste-de-tentar-rescindir-contratos-com-empresa-de-iraja-abreu

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