segunda-feira, 15 de junho de 2009

LOCOMOTIVA ROCK. A VELHA MAQUINA PERGUNTA: DE ONDE VEM O SOM QUE FAZ A TUA CABEÇA?.



Enquanto a banda Ratos de Porão tocava no palco ao lado, eu espiava no pé do outro uma arrumação que estava sendo feita.

Era um maluco que ajustava partes de uma bateria, um megafone e uma twitter em em torno de si. Ao que parecia, ele iria tocar guitarra, bateria e cantar naquelas parafernálias, e era isso mesmo.

Antes dos Ratos, outra banda do interior do Paraná fazia estripulias vibrantes no mesmo palco menor. Nevilton, um power trio liderado por um cara que canta, toca e se agita todo ao mesmo tempo, áh, o nome da banda é o nome do individuo.

O publico diante destas duas bandas já vinha aquecido por bandas não menos empolgantes: Meros Berros, Mata Burro e Críticos Loucos.
Depois, para fechar o show com PATO FU.

Apesar do show do Ratos e do Pato, eu fico mesmo com as bandas ditas “pequenas”. Primeiro por que eu sei que o Pato Fu é uma banda que trabalha muito bem e as músicas agradáveis, mas me lembrou o show do balão magico em alguns momentos aquele hitizinho assim: “super fantástico, blá, blá, blá” e bem menos que um show de rock.

Não é que shows engraçadinhos sejam ruins, mas é que eu já to em outra a muito tempo. Pras meninas e pra quem gosta do novo rock que se parece com o velho é maravilhoso, pra mim, prefiro ficar atento as bandas que mantém o velho e criam novas audições, mas mantendo a fúria e a essência de outrora.

O Ratos, me desculpem os amantes como eu também sou. Me libertou das amarras das memorias do passado. Foi como um sepultamento definitivo vê-los novamente, por que depois ficou o sentimento de que algumas bandas pertencem as suas épocas e apesar de fazer historia fora delas, vão ser sempre reconhecidas pelo sentimento de nostalgia.

Sinto os novos ventos batendo na face. Sinto música nova vindo da bandas que ocupam os quatro cantos. Sinto que a hora é de ficar atento ao que está sendo feito por quem atravessa seu Estado quase pagando, se não pagando, para se apresentar em outro.

Eu sou muito interessado em shows cuja atrações principais sejam bandas “grandes” no sentido de fama e estrutura, afinal, quem não quer colocar fotos no orkut ao lado de celebridades pop?

Mas quando vejo essas bandas de meninos doidos inventando coisa, ou não inventando coisa alguma, mas expressando intimidade gosto por aquilo que estão fazendo, porra, ai sim, eu me sinto em um festival independente.

Estes ventos que sopram abrem os ouvidos para perceber que estamos no limiar daquelas fases históricas em que viajantes em uma locomotiva dão lugar a outros passageiros.

Um som que fica na cabeça de quem morou perto onde passam locomotivas cedinho do dia é o som da maquina sobre o trilho ou do seus berros anunciando aos passageiros duas coisas:
Que pessoas vindas de uma outra estação vão descer e dar lugar a outras, e, que outras vão ocupar o lugar das que desceram.

Bandas interessantes agora cedem para novas bandas, não é uma questão de décadas como coloca o cronograma do rock, é uma questão de renovações musicais que podem se dar em qualquer período da historia. Não que o rock de hoje seja o Indie ou o Alternativo psicodélico e coisa e tal. Atualmente não há uma envergadura para mil e uma possibilidades.

Se você estar na estação, aproveita, a velha maquina estar parada a espera de quem suba para ocupar o lugar de quem já veio. É só desligar um pouco a TV dos programas de domingo e ouvir um pouco os sites amadores de bandas de garagens, ou não deixar para ir em Festival independente na hora em que ele não é independente, digo, quando as atrações já são aquelas que a caixa mágica mostra a todo momento. Senhoras e Senhores que arriscam ter banda neste limiar de um novo tempo, comprem seus bilhetes e subam, uma nova viajem começa agora!

Um comentário:

Rê disse...

concordo, concordo... but;

CADÊ A DISCUSSÃO DE GÊNERO Sr. intolerante??????

"(...)Pra MENINAS e pra quem gosta do novo rock(...)"


rs!

Seguidores

Revista Palmito City

Minha foto

Revista Intolerante é um blog tocantinenses que trata de cultura e ponto de vista. Sempre abrangendo os trabalhos de artistas marginais e emitindo ponto de vista de vários aspectos sociais.