terça-feira, 5 de maio de 2009

SUCO DE ORANGE MADE IN SEATTLE


A coisa mais difícil em se fazer rock grunge é devido a herança que ele deixou. Assim como nos outros estilos, sendo que, enquanto nos outros a herança é técnica, no grunge é a atitude. Ou seja, uma banda pode ter toda a parafernalha e beleza de palco, mas se não tiver a energia que contagia o público, já era. Apesar do virtuosismo nas bandas tipo SoundGarden, Alice in Chains, entre outras do ramo, foi no Nirvana onde o grunge se achou em maior êxtase, devido a atitude pulsante da banda.

Essência de marginalidade, doença, angustia juvenil de verdade e não só enfeite de palco de show de rock. Apologia a marginalidade no rock? Sim! Melhor que quem se mete a fazer grunge faça com alma doentia ou pelo menos com a angustia que tomava a fase elétrica do estilo, caso contrário, os blusões quadriculados e as posturas esqueléticas com perninhas com joelhos juntos não vão dar em nada senão orgasmos nas meninas que de rock só conhecem NXZERO.

Entendeu por que o grunge é foda de ser feito?

Em Palmito City não se vê muito não, mas uma banda promete acordar de vez os sentidos adormecidos. Banda Orange, com apresentação marcada pela primeira vez no Alta Tensão próximo sábado, 09 de maio, promete mostrar como é que se faz grunge em Palmito City. Eu não tenho como dizer se é verdade ou não, até por que o primeiro show da banda vai ser agora. Ah, o batera é o Japa que tocava na Albion (eca) e que agora toca na Mata Burro. Eu vou lá beber esse suco de laranja pra ver o vai dar. Tomara que a acidez seja positiva.

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