segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

OPINIÃO




TRABALHO ESCRAVO NÃO É SÓ EM FAZENDAS DE CARVÃO E CANAVIAIS

A idéia de trabalho escravo está atrelada principalmente a fazendas que produzem cana de açúcar e carvão, contudo, uma boa analisada em como os comerciantes submetem os seus empregados a uma jornada de trabalho pesada e também ao acumulo de atendimentos sobre os ombros de uma só pessoa, me leva a pensar em como o conceito escravista se arrasta para esferas além da perspectiva rural.

Se for usar um exemplo disso para mapear tal situação, começaria com os garçons. Dependendo do lugar que se vai e atenção dada ao assunto, o individuo pode sair de alma amargurada tamanho é o jugo sobre estes pobres coitados. Pizzarias por exemplo, acho que é uma das situações que mais agridem esta classe trabalhadora. Por alguns motivos: primeiro. Algumas pizzarias colocam poucos garçons para atenderem muita gente. Segundo. Ouvem o que o proprietário do estabelecimento deveria ouvir. Terceiro. Transparecem um enfado quase estafante ao final dos últimos atendimentos.

Como uma pizza demora muito para chegar na mesa, e isso é praticamente em todas pizzarias, o garçom tem que ficar ouvindo piadas e desaforos toda as vezes que passa pela mesa. Ta certo, é justo a cobrança, afinal de contas, o dinheiro que vai ficar na mesa para pagar a conta é de outro escravo, que fora dali, vai viver, talvez, a mesma situação.
A minha intenção de trazer a tona este assunto é por causa do direcionamento da nossa INTOLERANCIA, que muitas vezes não é justa.

O porco capitalista para ganhar mais dinheiro coloca poucas pessoas no forno e para atender, assim, tem o trabalho feito com pouco investimento, portanto, enquanto você descarrega em cima do miserável que tem de defender o seu oficio, e fica satisfeito por ter GRITADO OS SEUS DIREITOS, você alivia o patrão de mais um estresse, e deste modo, o mundo capital continua funcionando do jeitinho que foi criado.

O certo, toda vez que se sentir desconfortado em um ambiente comercial, seria se dirigir ao dono do lugar, pois é esse puto que merece ouvir, a não ser que o mau atendimento venha da própria pessoa que te atendeu, o que também é muito freqüente. Mas, em todo caso, fique esperto apenas para não achar que esta fazendo o bem jogando brasas na cabeça da pessoa errada. Pois se assim for, se cumprirá a celebre frase: “ FAZENDO O CERTO DA MANEIRA ERRADA!”.


Manda os palmitocitianos pra cá, vê se ia ficar alguém vivo!

TRANSITO LOUCO: UM POUCO DE CONSCIENCIA SERIA BOM

Palmito City está se tornando uma capital conhecida pelo número de acidentes que tem. Mas o foda não é apenas isso, o bizarro é como se dão estes acidentes. São formas estúpidas, como por exemplo, três horas da madrugada na Teotônio Segurado um motoqueiro estendido no chão e em cima do meio fio, o carro que lhe atropelou.

Como é que um cara sóbrio atropela outro na Teotônio em plena madrugada onde provavelmente, naquele momento, só os dois dividiam uma pista do tamanho de uma pista de pouso?

Outra situação que não dá pra entender é a hora do Rush. Tipo, é todo mundo doido como se a distancia do seu trabalho para casa fosse da JK para Miracema ou Paraíso. Longe? Nada, 40 a 50 Km são distancias normais para grandes capitais, mas aqui, o cara que mora perto da Palmas Brasil e trabalha numa secretaria na praça dos Girassóis tem que sair matando todo mundo que vê pela frente pra poder chegar em casa no horário. Que coisa, hein?

Não são motoqueiros, motoristas ou trunqueiros, é quase todo mundo louco nesta cidade sem noção. Os maiores acidentes não se dão por causa de nego bêbado a noite não, são mais na hora de pique, onde os mortos de fome acham que matando todo mundo vão conseguir fazer o seu patrão mais feliz. Consciência pessoal, deixa a porra do celular tocar na hora que tiver dirigindo. Vai com calma. Deixa quem quiser se fuder com sua correria. Lembre-se sempre, só põe a vida em jogo quem não tem nada a perder, ou quem já perdeu tudo.

ORGASMOS TUNADOS

Ter vaidades é comum. Não importa se o machão gosta de passear com o cachorro na rua ou equipar o carro com um sonzão de primeira. O grande problema é quando essas vaidades se tornam ARTEFATOS ou ACESSÓRIOS DE MOCINHOS DESCOLADOS.

Em Palmito City, como em muitos outros lugares, é de praxe ver os rapaizinhos de tênis caros passeando em seus carros rebaixados, cheios de luzinhas e som estrondosamente alto, até ai tudo bem, mas, ao ser analisado tais comportamentos por uma ótica sociológica vê-se o seguinte: dificilmente, apesar de esses moços se declararem “pegadores”, eles andam com meninas, é sempre homem com homem – nada contra. Outra, são afobados, barulhentos e tiram a paz de qualquer pessoa. A analise é a seguinte. Se os caras são tão bem realizados e tem tudo a sua volta, por que a tentativa de tentar aparecer? Por que têm que subir no alto da montanha e ficar gritando para o vilarejo lá embaixo: “EI ME VEJAM, EU ESTOU AQUI!”? A verdade é que os TUNES são para suprir uma parte do cérebro que falta. Aquela parte que a má educação dada nas escolinhas de burgueses esqueceu de ensinar. O bom senso. O respeito. A visão de mundo bem construída que não depende de brilhantinas para ser notado.
A parte do cérebro que o papai deixou de alimentar com boas informações por que estava ocupado demais falando mau de pobre e reclamando que tudo ao seu redor não está a sua altura.

2 comentários:

Re disse...

... algumas vertentes diriam que o orgão a ser compensado é bem outro... uma questão "falica"!

Gabriel Gomes disse...

às vezes fico até triste por ñ entender certas coisas que acontecem ao meu redor ou às vezes ñ quero entender por temer a verdade. Mas infelizmente nessa sociedade decadente em q vivemos esses tipos estão cada vez mais comuns. Mas a aparência apoteótica dos carros desses tipos são na realidade p/compensar a incômoda falta de auto-estima, solidão...

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