sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

EDITORIAL DE JANEIRO DE 2009

ZARATUSTRA de NIETZSCHE
"Não, respondeu Zaratustra. Eu não dou esmolas. Não sou pobre o bastante para isso."

Como um que parecia mesmo ter sido concebido em uma esfera pura, onde a crença nas divindades, o medo dos homens e o respeito forçado às leis, a fim de manter o equilíbrio de uma certa ordem, não existiam; ele agora perambula entre os homens de consciência formada, conceitos construídos e razões certamente consideradas imutáveis a seus olhos. Vê, ouve e logo interfere no ideal de ética e moral que esses homens construíram, ideal esses, muitas vezes equivocados, a ponto de surgirem varias discrepâncias e contradições de um objeto para o outro.

Seu nome é Zaratustra, e parece estar sozinho e abandonado entre aqueles que ostentam conhecer as razões que orientam o mundo. Sua missão é falar, questionar e sugerir sobre como os homens se relacionam, como vêem sua existência, como concebem a respeito de si próprios. Não obstante seu nome ser oriundo de um âmbito religioso, suas aspirações filosóficas distanciam-se de tal foco.

Ao sugerir que de uma certa forma “Deus está morto!” Ele já revelou a contradição existente entre os ideais de ética e moral, contradição esta centrada principalmente na impossibilidade de se conceber uma visão peculiar do mundo fora do seio do já estabelecido.

Em assim falava Zaratustra, Nietzsche aborda, tal como em suas demais obras, sobre os equívocos da sociedade moderna em relação a moralidade, como também, pode ser citada a obra “O anticristo”. Nesta, ele desmascara a falsa piedade e revela quão forte é a tendência a fazer o bem por obrigações religiosas (neste caso para não ir para o inferno), ou para se sentir bem consigo mesmo (neste caso para não ser punido pelo remorso e peso de consciência).

O legado de Nietzsche permite confrontar uma cultura que foi concebida sob os ares das conflituosas trocas de poder, onde em cada uma dessas trocas eram implantados novos parâmetros de conduta, contudo, mantendo sempre seqüelas dos modelos anteriores, como por exemplo, a transição entre medievalismo e renascentismo, cuja cultura religiosa foi mantida, ainda que apenas tirando a roupa de Davi, e afeminando as formas esculturais dos profetas. Estou falando da cultura ocidental, onde os códigos de condutas que julgamos morais e éticos são oriundos da Europa, principalmente do período da revolução francesa.

É aqui onde nos encontramos, no mundo que após a segunda guerra mundial ditou-se: “pluralista”, onde todos os comportamentos e figuras apareceram. Mas, o homem com alterações históricas, horrores da guerra, entre outros flagelos que os acometem de tempos em tempos, nunca aprendeu a ser sincero e verdadeiro nem com ele mesmo. Mantém uma falsa moral baseada em conceitos católicos e puritanos, mas ainda assim, segue criticando sistemas e modelos de vida. Para ser menos técnico neste texto e um pouco mais marginal: VÁ PARA A PUTA QUE PARIU COM A SUA MORALIDADE! Dane-se, não precisamos mais de mentiras e sentimentos oriundos da hipocrisia que o homem próprio não consegue admitir em si mesmo. Que moral? Que ética? Pastor? Padre? Político? Mamãe e Papai? Esse conjunto de construção de ideologias só nos servem até quando suas influencias e ensinos tornam o mundo melhor, contudo, quando qualquer destas engenhocas moralistas conduzem o individuo a perpetuar o vilipendio humano em detrimento da aparecia conservadora, então, é hora de crucificar o respeito ao sistema e conquistar uma independência da virtude, e eis aqui a palavra que os gregos postulavam para fazer jus a verdadeira conduta: VIRTUDE! Ao invés de conceito moral.

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